“Mais uma vez os prefeitos, sobretudo da grande maioria dos municípios brasileiros, que vive exclusivamente das transferências constitucionais, terão que quebrar a cabeça para ajustar a receita com a despesa, tendo em vista a queda contínua nos repasses, que já registra só neste primeiro semestre uma perda de R$ 2,11 bilhões, tornando cada vez mais difícil a governabilidade nos pequenos entes federados”, afirmou o presidente da União Brasileira de Municípios (Ubam), Leonardo Santana.
Ele informou que as prefeituras receberam o primeiro decêndio de junho, com uma diferença negativa em comparação ao mesmo período de 2015, tornando impossível ajuste e o equilíbrio das contas públicas municipais. Segundo dados divulgados pela Confederação dos Municípios (CNM), o repasse do FPM de junho soma R$ 2.147.076.985,34. Considerando a retenção constitucional do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb). A redução no primeiro decêndio de junho do FPM fica em 21,81%.
A Ubam enviou ofíciocircular aos deputados federais e senadores, solicitando uma audiência pública no Congresso Nacional para discutir com a equipe econômica do governo uma saída para a crise nas prefeituras. A entidade quer que o governo determine um “encontro de contas” entre o INSS e os municípios, com a proibição de descontos efetuados pelo órgão diretamente na fonte, zerando contas correntes de centenas de prefeituras, inviabilizando serviços extremamente essenciais. A Ubam defende também o fim do desconto, com a retenção do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) que só nesse repasse do FPM foi de R$ 536 milhões.
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