O município de São Tomé, distante cerca de 110 quilômetros de Natal, com uma população estimada em aproximadamente 11 mil habitantes, já está preparado para receber os dois médicos cubanos que trabalharão, a partir da próxima semana, na Estratégia Saúde da Família da cidade. Estrangeiros atuando na área da saúde não é novidade para a população de São Tomé. Nos últimos anos, dois médicos estrangeiros, um boliviano e um africano, de Guiné Bissau, trabalharam na Saúde da Família, com resultados extremamente positivos. Agora, os cubanos devem passar os próximos três anos trabalhando na zona Rural. Um irá para a Unidade de Saúde da Comunidade de Espinheiro, distante 13 quilômetros do centro. O outro irá para a Unidade de Saúde de Pedra Preta, que fica há nove quilômetros da área urbana de São Tomé.
SECRETÁRIO DE SAÚDE DE SÃO TOMÉ TAMBÉM FOI ENTREVISTADO PELO JORNAL:
Eriverton Rocha conta que há uma grande dificuldade de contratar profissionais médicos para atuar no interior, pois os profissionais não querem cumprir a carga horária de 40 horas estabelecidas pelo Programa Saúde da Família. Os três médicos que trabalham atualmente no município de São Tomé, inclusive o do Provab, trabalham apenas de segunda a quinta-feira. A sexta-feira é a folga dos médicos. “A maioria dos médicos não querem cumprir a carga horária. Alguns, às vezes querem vir apenas dois dias ou três. A determinação é que pelo menos quatro dias ele esteja no município”, afirmou. Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde paga um salário de R$ 7,6 mil por médico do PSF.
O secretário conta que o desejo de inscrever o município no Programa Mais Médico surgiu pela necessidade, diante da falta de profissionais. “Como a dificuldade era grande e pela portaria vimos que se tratava de um excelente programa, não pensamos duas vezes em aderir. Isso nunca existiu, dois profissionais atuando no município cinco dias na semana é muito bom para a população”, destacou Eriverton Rocha.
O município de São Tomé ficou responsável pela alimentação e hospedagem dos médicos, além do transporte da residência para a Unidade de Saúde. A casa onde os cubanos irão morar fica localizada no centro da cidade, mas eles atuarão na zona Rural e terão que se deslocar, cerca de 13 quilômetros por dia, para chegar até a Unidade de Saúde. “O município só tem a crescer e a ganhar com a chegada desses dois cubanos. Vamos dar um salto de qualidade na assistência básica à população”, garantiu o secretário Eriverton Rocha.
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